Os investimentos e os sentimentos.

por @AninhaRuiz


Uma noite dessas, estava em uma palestra muito proveitosa com o tema “Finanças Pessoais: Os segredos de um dos homens mais ricos do Mundo” (pausa para agradecer ao @MladenYu pelo convite) Pois bem, em casa, repassando a palestra em minha mente, mais uma vez me coloquei a pensar em como os assuntos e momentos mais diferentes possíveis podem ser comparados com a nossa vida, as nossas relações. Isso mesmo, em como as metáforas estão presentes em nosso cotidiano, assim como descrito na postagem sobre o supermercado.


Vamos aos fatos. Para se ter sucesso em finanças pessoais, precisamos primeiro traçar nossas metas, saber para onde queremos ir, o que queremos conquistar, se a intenção é fazer esse ou aquele tipo de aplicação, qual retorno queremos ter, pensar pacientemente no longo prazo, colocar tudo no papel… Isso vale para comprar um carro, uma casa, fazer grandes viagens, aumentar seu capital, qualquer opção possível através dos investimentos financeiros.

Nesse momento, começamos a planejar estrategicamente nossas táticas para alcançar o que queremos. Devemos então pensar no que devemos fazer para que a nossa meta seja possível, qual a melhor escolha de aplicação, a quantia ideal a ser investida e começarmos a fazer os milhares de cálculos com as taxas de juros e retornos vigentes, prováveis e até mesmo as improváveis, quebramos a cabeça com os cálculos, percebemos que é melhor fazermos um fundo reserva para o caso de problemas com as aplicações, quebramos a cabeça novamente, pensamos em desistir de tudo, recomeçamos os cálculos e percebemos que sim, a nossa meta é realmente importante, vale todo aquele esforço, toda a privação e se é o que verdadeiramente queremos, mergulhamos de cabeça.


Depois de tudo muito bem planejado, devemos ter a consciência que imprevistos podem surgir e estragar nossos planos, que os gastos podem ser maiores do que esperamos, que os rendimentos podem ser menores que os esperados… justamente por isso, é de extrema importância que tenhamos nossa meta em mente e a certeza de que desistir não é uma opção válida.
Enfim, depois de tudo muito bem planejado, começamos a trabalhar duro durante um longo prazo, temos perdas e ganhos, abrimos mão de muitas coisas que não gostaríamos, mudamos de estratégia, se for preciso, mas, se não desistirmos, seguimos em frente e batalharmos muito… os resultados são atingidos, alcançaremos nossa meta e ficaremos realmente satisfeitos em termos honrado nossa intenção.


Claro que falhas existem, táticas precisam ser mudadas, planos são alterados, rumos desviados, mas o que importa para chegarmos onde desejamos, é não perdermos o horizonte.
Agora, pense em todo esse passo a passo mudando a “meta financeira” por uma posição profissional, um amor verdadeiro, uma amizade… você irá se surpreender com a relação entre os riscos, as provações, os percalços e… as delícias.


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admin

Um comentário em “Os investimentos e os sentimentos.

  1. Perfeito Aninha! E tem outra faceta: como todo investimento, devemos saber a hora de pular fora. Outro dia vi um post sensacional (fico devendo o link) sobre a “hora de minimizar o prejuízo” e não mais “administrar o lucro”. O exemplo foi sensacional: imagine um leilão na modalidade onde o segundo maior lance, também paga. Aí, pra facilitar a didática, foi feito um leilão com uma nota de 1 dólar. Os lances começam com 10 cents, 20 cents, 50 cents, 70 cents até 90 cents. O vencedor lucraria 10 cents, mas o perdedor sairia no prejuízo com 90 cents. Hora de parar? Não, hora de minimizar o prejuízo dando um lance de 1 dólar e 10 cents e assim, revertendo o prejuízo de 90 cents para 10 cents. Assim deve ser essa sua metáfora: saber a hora de minimar o prejuízo. Já investiu, já estudou, já dispensou esforços e energia, mas, muito mais importante que isso, é saber a hora dde não aumentar o prejuízo e sair fora desse jogo. grande post Aninha. Bjs.

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