#OVERÃOINSPIRA | GOSTO DE SAL

Leia ouvindo: Iron & Wine – Naked As We Came

Entre um mergulho e outro passo a arrebentação das ondas e a minha única preocupação é boiar. Enquanto da praia vinha barulho, ali encontrei o silencio. Mergulho de novo, volto a boiar e assim repetidas vezes. Estava precisando de um banho de mar, meu patuá preferido.

Entre tantos movimentos, orações. Me sinto em casa, abraçada. Já faz algum tempo que os pedidos diminuíram. Eu sempre volto para agradecer. Agradecer por poder voltar para agradecer. É louco, mas é assim. Minha fé vem do mar.

Mergulho para me encontrar com Deus, tenho para mim que a cor preferida dele é azul. Haja imensidão! Me encontro com ele a cada mergulho. É assim que me sinto em paz. Nossa conexão é através do sal. Suor, lágrimas e mar. Assim confirmo que o mar também se faz lar.

Fotografia: Juliana Manzato

De peito aberto ou coração miúdo, o mar se torna meu templo. Lágrimas rolam inevitavelmente, de alegria ou tristeza, união de lágrimas e imensidão. Conexão.

Me vem a passagem bíblica: “Você continua querendo o aquário quando descobre o mar?”. A minha resposta é a mesma sempre: não! Quero me tornar imensidão. Quero me sentir parte, para assim me tornar o todo. Tudo. O sal é universal, o açúcar é opcional.

E se reparar bem, tudo termina em mar. Em a-mar também. O mar é a extensão de Deus, o lar. O gosto de sal é para se lembrar da conexão com Deus no suor, nas lágrimas e na imensidão do mar.

Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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