Pequenos passos, grandes jornadas.

Leia ouvindo: Marian Hill – Lovit 

Texto alheio por @oqueeusemprequis

Todos os grandes atos e gestos da história de fato são os mais lembrados, assim como era de se esperar, as pequenas ações são sempre deixadas no esquecimento. Porém, por mais que nos esqueçamos, a vida é uma sucessão inesgotável de pequenos acontecimentos.

Deixamos de observar a vida com olhos de admiradores, pois acreditamos que o cotidiano não encanta. Esquecemos dos pequenos abraços, dos beijos rápidos, das despedidas e dos cumprimentos. Não valorizamos os pequenos gestos do outro, por julga-los insignificantes e não nos lembramos que, pra quem praticou, aquela ação pode significar muito.

Toda essa crença no que é grande desencoraja os começos, afinal tudo se inicia com apenas um passo. As pessoas desistem antes mesmo de iniciar, pois aquela iniciativa é tão mínima aos seus olhos, que não vale a pena. E tantas trajetórias fantásticas podem sequer existir, por não valorizarmos os pequenos passos.

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[ Imagem: reprodução ] 

Desdenhamos dos amores triviais e desejamos os amores de cinema, que são ficção, valorizamos as conquistas de alguém e não nos interessamos pelo seu inicio, queremos os resultados, mas não estamos dispostos a assumir a responsabilidade cotidiana pra que o êxito aconteça. Acreditamos que o sucesso está diretamente ligado a tudo que venha em grandes proporções e nos esquecemos que sucesso mesmo é ser feliz, ainda que essa felicidade esteja nos pequenos acontecimentos da vida, na calmaria, nas certezas e no amor.

A verdade é que olhamos muito para o outro, preferimos adotar um padrão de felicidade existente, porque buscar a própria receita pra ser feliz é trabalhoso demais e exige a coragem de dar um primeiro passo em sentido contrário a todos os outros. Quando dizem que pra ser feliz não precisamos de muito, não acredito que seja mentira, acredito que precisamos do pouco que é certo, que nos faz bem enquanto indivíduo, não precisamos de tanto só para atender as expectativas do outro.

O pouco que vale muito é bem melhor do que o muito que não vale nada pra nós. Talvez possamos começar a dar nossos pequenos passos, valorizando cada gesto pequeno e todos os sentimentos simples, depois de um tempo de caminhada, veremos que tudo que é realizado com essência e significado é capaz de construir uma história admirável, não só pelo seu sucesso, mas sim pela felicidade que trouxe a quem resolveu dar aquele primeiro passo contrário aos outros e fiel as próprias convicções.

Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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