Primeiro jantar

Leia ouvindo: Matt Walters – Horses

Amigos também trocam olhares, mas não era esse o caso deles. No inicio parecia carinho, mas não demorou muito para o riso no canto da boca entregar o interesse. Ele não fazia o tipo dela, mas ela fazia o tipo dele. Era comum ver ambos caindo na risada, divertidos, brincalhões, cheios de graça. Bonito de se ver, mas até então amigos.

Festa animada, brincadeiras, troca de olhares e aquele antigo golpe, “Vamos buscar uma bebida comigo?”. Foram e foi inevitável o primeiro beijo acontecer ali, no balcão do bar na vista de todos.

O “golpe” da bebida se estendeu à mãos dadas e um certo ar de romance em plena festa. Ela não era de dar que brecha para ninguém, mas parecia feliz com as investidas do galanteador que nem fazia seu tipo. Parecia confortável perdendo o controle da solterice naquele momento com ele, se bem que ela era do tipo que detestava perder o controle mas sabia também que destino acontece e a gente não domina.

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Nascia naquele dia a expectativa do dia seguinte. Uma noite rasa para uma continuação que poderia ser longa. Talvez ele também tivesse curtido o beijo inesperado, porque decidiu usar bons artifícios para a próximo passo: whatsapp, telefone e um convite para jantar. Fazia tanto tempo que isso não acontecia por ali. Ele, tão cheio de festas e garotas. Ela, tão fechada e cheia de si.

O primeiro jantar foi interessante, o cara que não fazia o tipo dela à fez sorrir mais. Uma noite agradável, naquelas cantinas italianas de bairro e luz baixa, vinho bom e a primeira descoberta em comum: mistura do pão italiano molhado no azeite. Depois vieram os roteiros de viagem parecidos, séries e bandas. No primeiro jantar também teve o primeiro olhar diferente dele para ela. Ela já não era uma conquista para lençois, era a cia para o próximo final de semana. Ele já não era mais um amigo qualquer, era a expectativa para o próximo encontro.

A primeira despedida teve beijo e planos para os próximos dias, talvez um outro jantar, um cinema, um sorvete, um encontro  planejado sem festa ou balcão de bar. E quem diria que o destino planejaria tão bem um primeiro beijo e jantar?! Não existe razão para algumas escolhas, às vezes o cara que te faz rir é melhor do quê o cara que te deixa na expectativa. Um beijo pode ser só mais um beijo e um jantar, apenas um jantar, a cereja do bolo é a escolha da cia e permitir que o destino faça o restante. Expectativa a gente cria, vida a gente cultiva.

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Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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