PROCURANDO EXPLICAÇÃO NA FISIOLOGIA

Leia ouvindo: Rubel – Quando Bate Aquela Saudade

É difícil entender o motivo pelo qual nos conectamos com alguém. Questionamos nossos sentimentos, e normalmente, bem nessa hora, a insônia invade a cama.

A consciência pergunta o tempo todo o que fazia ali nos últimos tempos.

Em meio a escuridão, recordava os bons momentos – e os péssimos. Mas o amor mora no coração e não no que imaginamos. Podem jogar na cara que coração é apenas um músculo que nos faz funcionar, mas acho que esse tipo de coração é uma parte do cérebro que conecta as pessoas e nos faz amar.

E o amor, bem, ele nunca morre. Enfraquece, mas nunca morre.

Fotografia: Juliana Manzato

Mas além de sentimento, isso também é fisiologia.

Meu cérebro reage as qualidades dele que ainda faltam em mim. Reflexo. Orgulho, foco, direcionamento, certeza, liberdade, pensamento rápido. Vejo as qualidades e tudo para mim é transformado em mágica. É como se eu precisasse daquilo tudo em mim.

Posso afirmar, com toda a certeza, que todo homem que me vi conectada tinha dois ou três desses mesmos atributos, e com eles me senti aconchegada.

O problema é que o cérebro, apesar da reação fisiológica e da necessidade biológica, também precisa tomar cuidado com toda a frase formada.

Palavras doem. Atos doem.

Podemos até fingir que fechamos os olhos, mas mesmo assim, a cada minuto aquela informação, durante um período de felicidade, me leva aos problemas, e pego na falta de confiança para pedir e exigir mais.

Seria essa falta da confiança um alerta para não acreditar tanto na fisiologia e na busca em outro alguém dos adjetivos que acredito faltar em mim?

Talvez ficaria mais claro e simples se soubesse quais os adjetivos que ele vê em mim. Tudo parece uma nuvem de complicação que ele faz questão de mostrar que existe.

Luiza Pellicani
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Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.

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