QUAL É O SEU LIMITE?

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Leia ouvindo: Dave Matthews Band – That girl is you

Segunda-feira, 09 de dezembro. Amanhã é dia 10, 13 dias para – oficialmente – o verão começar, 21 dias para 2019 acabar e 21 dias para uma nova década iniciar. E aí pergunta que deixou aqui é: qual é o seu limite?

Limite para ultrapassar, para aguentar determinada situação, para dar um basta, para recomeçar, para aceitar, desapegar, recomeçar e acrescente aqui o que mais quiser.

Pergunto dos limites justamente para falar sobre sonhos. Sonhos expandem, acolhem, alimentam e chegam ocupando espaços vazios que a gente jamais imaginou que existia. Quando vê está novamente completa. E talvez o foco tenha que acontecer naquilo que te completa, não no vazio que restou.

Sabemos que não é difícil inverter a ordem (limitar sonhos e abraçar vazios). Sei lá, às vezes a gente gosta de se manter no papel de impostor da própria vida e nem percebe.

No auto dos meus quase 32 anos, percebo que nesse ano destruí e descriei limites. Cresci como nunca e percebi que até mesmo no mais doloroso crescimento existe doçura, cura. Existe a gente se olhar lá no fundo dos olhos e sorrir. Algo como, “olha só atravessamos a ponte”.

Fotografia: Juliana Manzato

 

Vejo tanta gente construindo muros e muralhas que atravessar uma ponte me parece bem considerável. E sabe qual é a melhor parte? Atravessar a ponte e encontrar do outro lado gente que também criou coragem de atravessar. É um mix de alívio e curiosidade, ressignificado e tranquilidade, presente e, presença. Expansão.

Como assim eu vivi tanto tempo dentro daqueles limites, acreditando que aquilo era realmente bom para mim? Como assim eu tive tanto medo? Atravessar a ponte é um caminho sem volta. Você não quer mais voltar para o espaço de antes, para aquelas verdades, para tudo aquilo que fazia tanto sentido e hoje, bem, não cabe mais.

Atravessar a ponte é abrir espaço, é expandir a ponto de mudar prioridades e proporções. Você não deixa coisas para trás, você simplesmente ressignifica. Ressignificar é expandir.

Problemas que eram grandes e pareciam pesadelos reais, se tornam menores do que a cabeça de um alfinete. Isso não significa que você evolui, você só fez mais uma lição de casa.

Vou te perguntar de novo: qual é o seu limite? Será mesmo que é esse ai, onde seus pés estão fincados? Olhe para eles, agora olhe para frente.

Qual é o seu limite? Talvez o próximo passo, que por si só pode ser tudo, inclusive uma grande ponte.

Deixe eu te contar um segredo, no próximo passo, não olhe para baixo. Nessa hora você entende sobre medos e também novos horizontes.

Juliana Manzato

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