QUANDO A CABEÇA ESTÁ EM OUTRO LUGAR

Leia ouvindo: Ziggy Alberts – Simple Things

Todos os amigos estavam lá, assim como a música alta, o gin, a vodka. Os olhares convidativos para algo mais também estavam. O sorriso na cara também. Mas o coração já estava construindo sua morada e os desafios do dia seguinte de trabalho não deixavam o corpo relaxar ao som da batida estimulante.

Entre danças com um misto de risada e confidencialidade com os amigos mais que queridos, o corpo e a memória devaneavam como seria se você estivesse ali. Desfilando como um herói sem capa e segurança contra homens desinibidos por conta da coragem etílica.

Não parece tão justo em dias assim a sobrecarga de trabalho daquele cujo os planos, metas e foco cruzaram minha vida.

Fotografia: Paulo Manzato Jr.

A vontade de entrar na sua vida com a calmaria exigida mas por ele do que por mim, liberta a alma, mas prende o cérebro na vontade de sempre estar acompanhada do seu toque e seu raciocínio que poucos compreendem, mas eu acredito acompanhar.

Em poucas semanas conquistou meu cérebro e minha admiração. Como pode um ser tão louco e inteligente me fazer sentir assim, sem a pressão do dia-a-dia, sem a pressão do amanhã e com aquele sentimento de liberdade de sair na minha madrugada querida e ser acordada por sua ligação no amanhã, sem a cobrança do ontem.

Melhor coisa é poder contar os detalhes dos momentos em que ele não pode participar, com segurança de não ter errado em nada e ter seguido o caminho certo.

Dá medo, sabia? Encontrar com seres lúdicos como ele, que mais parecem ter saído de alguma comédia romântica ou novela. Dá um medo de que tudo seja uma grande ilusão, como se a cada hora sem receber uma resposta de mensagem fosse o sepultamento desse sentimento feliz e seguro.

Um medo de deixar esvair pelos dedos e encontrar vários defeitos escondidos pela falsa perfeição. O corpo reflete isso, repelindo aquelas memórias que estremecem e pede novos desafios.

Talvez a minha ansiedade de viver grandes sentimentos em uma semana seja a grande culpada e talvez essa calmaria faça um boom de crescimento misturado com renascimento.

Luiza Pellicani
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Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.

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