Quando você foi relevante mesmo?


Não permita que alguém saia da sua presença sem se sentir melhor e mais feliz.

Madre Teresa de Calcutá

Se você já entendeu (de verdade) essa frase, pode parar de ler aqui, mas, caso queira saber onde eu vou chegar, tenha paciência e continue mais um pouquinho. Não vai doer.
Estamos na era da relevância, da quantificação e das métricas. Tudo tem o seu valor de acordo com a letra fria dos números. Twitter bom tem seguidores na casa do milhão, Facebook com grande abrangência de rede são aqueles perfis superiores a 1.000 amigos – embora, tecnicamente, só consigamos administrar 150. E tudo isso tem que ter conteúdo atraente, atualizado e… relevante. E ficamos bravos quando esse conteúdo não é relevante, criticamos quando uma piada mais despretensiosa é compartilhada e queremos relevância quando nem ao certo, sabemos exatamente o que é relevância. Mas sempre queremos conteúdo e relevância.
A pergunta que cabe direitinho agora é: quando foi a última vez que você foi relevante? Quando você fez a diferença? Quando você provocou um sorriso? Melhor ainda, quando você provocou uma gargalhada? Quando você enxugou uma lágrima? Melhor ainda, quando você evitou que ela caísse? Quando você acrescentou algo às pessoas que o cercam? Melhor ainda, quando você não tirou nada das pessoas que o cercam? Quando você falou, pensando antes nas consequências da extensão das suas palavras? Melhor ainda, quando você falou sem ofender?

Aí você pode me dizer que isso nada tem a ver com relevância. Eu insisto que sim, insisto que relevância é a bagagem positiva que você deixa com as pessoas, é o conteúdo material e emocional que você acrescenta à vida de que o cerca.

E aí, quão relevante você tem sido? Já surpreendeu alguém hoje? Fez o seu trabalho a contento? Cortou uma fofoca pela raiz? Estampou um sorriso no rosto e alguém? Foi provedor de boas notícias? Comemorou a vitória de um amigo? Lançou uma palavra de conforto no momento da dor? Notou a aflição de um amigo? Estendeu a mão para ajudar? Arregaçou as mangas para agir? Perguntas, perguntas, perguntas.

 

Se eu tivesse que desejar um voto para as festas de fim de ano, acho que seria: sejam relevantes. Não confunda crenças com atitudes, não importa qual seja a sua crença (ou falta dela) para você fazer um pouquinho a mais e surpreender alguém. Respeite seu semelhante, não por ser pecado ou falta de pecado não fazê-lo, mas faça isso, por que essa pessoa ao seu lado é digna de respeito, exatamente como você.


Namorado, já surpreendeu sua gata hoje? Namorada, já fez seu gato sorrir? Maridos, deixaram suas mulheres suspirando ao sair de casa pela manhã? Mulheres, deixaram seus maridos com aquela vontade de matar o dia de trabalho? Já se falaram, já se alegraram, já viveram hoje?

Pois é, se você leu até aqui, leve meu agradecimento do fundo do coração e  espero que você saia da minha presença, melhor e mais feliz.

Um grande beijo,

Rubens, um cara falho, ranzinza, orgulhoso, teimoso, turrão e que fica destruído quando magoa as pessoas que ama.

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admin

6 comentários em “Quando você foi relevante mesmo?

  1. Sem nem precisar olhar o resto do post, só com essa frase de fato já dava pra entender tudo.

    É uma das frases que mais respeito no mundo. Respeito e tento agir em sobre ela.

    E também, só tentando fazer minha parte na frase, não é só num relacionamento de AMOR que isso deve ocorrer. Em qualquer relacionamento entre pessoas você deve deixar algo bom. E “bom” não significa ser bonzinho, significa as vezes, chocar, provocar o ódio no outro, que uma hora vai ganhar que isso foi… BOM.

    🙂

  2. Comprei uma caixa de bombom e distribui entre os meus colegas de trabalho, acho que fui um pouquinho relevante 🙂

    Amei o post, quero ser relevante todo dia!!!!

  3. Rubens, mesmo sem ter o prazer de te conhecer, quero te dizer obrigada! Porque, realmente, ao chegar ao fim do seu texto, me senti “melhor e mais feliz”.

  4. Rubão, texto pra lá de sensacional e cheio de graça. Acho que assim como a Manú, eu também me senti melhor e mais feliz com o seu texto. Claro que ainda tem a parte legal de você ser o meu amigo, né? 🙂

    Texto incrível. Orgulho. Parabéns!

    Beijos

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