#QUASE30 – AOS 30, COM AMOR

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Leia ouvindo: Rayland Baxter – Dreamin’

Era janeiro de 2017 quando comecei a contagem para a minha virada de idade. Até outro dia eu estava comemorando meus 20 anos, em março os 30 anos se tornam completos.

Aos 30, com amor.

Se era para transbordar, transbordei. Sem medo, receios ou culpa. O caminho que escolhi trilhar me despertou para a aceitação. É bonito demais ser assim, exatamente como a gente é. Sem capas ou máscaras, e até mesmo aqueles super poderes que insistim em nos dar.

Os outros insistem na perfeição, eu só quero mesmo percorrer o caminho que escolhi para evoluir. O meu único desejo é que ele seja de amor, e não de dor.

Para mim, a sensação dos 30 anos é parecida com fazer top less na praia. É de certa forma polêmico, afinal de contas, você ainda se sente um jovem de 20 anos, mas o metabolismo já não é mais o mesmo. Os 30 clamam por coerência, mas coerência mesmo, não tem. Por isso o top less. Somos os moderninhos mais conservadores que existem por ai.

Somos decididos para escolher um dos lados do muro, afinal, não existe tempo a perder com decisões mal tomadas. Mas sempre que possível voltamos lá pra cima, qual dos lados tem a grama mais verde? Ah, a arte de se reinventar e mudar de opinião. Que dádiva!

Fotografia: Juliana Manzato

O top less não incomoda, o que incomoda é a nudez da saia curta em ambientes inadequados. Claro que tudo isso é uma analogia, a realidade é bem mais cruel que um seio à mostra ou pernas de fora.

A gente imagina uma vida aos 30 anos e quando estamos prestes a completar tal idade, nada é como imaginávamos. Tudo é melhor. A clareza nas escolhas mostra que apesar da pouca coerência em cada uma delas, nos permitimos.

A permissão é um ato de amor. Quando eu me permito, eu me amo. Quando eu me permito eu faço exatamente aquilo que eu estava afim de fazer e consequentemente sou mais feliz.

A permissão faz de você uma pessoa experiente. Você sabe que mudar de opinião não é um problema. Tudo muda. Permitir é criar um vasto repertório de vida.

Diferente do que eu imaginava, completar 30 primaveras muda tudo. Eu me permito viver tudo que posso. Como, onde, com quem e para quem. Pouco importa se o resultado será bom ou ruim, tudo se tornará repertório e historia.

E sabe, eu adoro uma boa historia.

Juliana Manzato

Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras.Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Faz da vida poesia e textos. Muitos textos!Sonhos? Vive deles
Juliana Manzato

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