#Quase30 | SOBRE MEDITAR

Leia ouvindo: Current Swell – Greed and the given 

Finalmente comecei a Yoga e a meditação. Até contei na minha coluna no ESPN W, aqui óh, desse mês. Fique à vontade para ler.

Não que necessariamente Yoga e meditação andem juntas, mas elas são melhores assim, de mãos dadas. Confesso que praticar ambas foi um ponta pé inicial para uma mudança de vida, quiçá, visão de mundo.

O começo é sempre perturbador, você não acha que vai trazer qualquer sentido ou fazer efeito. A sensação é de algo homeopático, sabe? (Mesmo que tenha acontecido um “chamado”? Mesmo. Mesmo que já tenha tentado iniciar anteriormente? Mesmo).

Fotografia: Juliana Manzato

Mas é um tanto assustador e intrigante ver os efeitos no cotidiano. Eles aparecem de maneira despretenciosa, através de uma concentração ali, uma respirada mais profunda aqui. O próximo passo é mais consciente, você acaba entendendo finalmente sobre escolhas.

Você escolhe os problemas que quer ter, escolhe também suas reações diante das situações. Escolhe com mais sabedoria caminhos e pessoas.

Você percebe que é responsável por absolutamente TUDO que acontece na sua vida. Sua intuição fica mais aguçada. Sabe a sensação de querer ter controle sobre absolutamente tudo? Então. Ela diminui horrores.

Você confia no melhor. Ele sempre acontece, por mais que você não acredite nisso. É cada “não” que a gente leva, né? Que a gente nem acredita que o “sim” está logo ali, de laço vermelho e tudo.

Percebe também que o mundo vai te testar ainda mais. O resultado vem no silêncio ao final daquela reunião que você bateria com a mão em cima de mesa e falaria boas verdades. Vem também naquele sorriso e olhar tranquilo ao receber uma dura crítica. Aquela que você facilmente responderia algo como “Eu não preciso disso”, “Você está sendo duro”, ou se faria de vitima em algum momento. No meio daquela irritação, ao invés de explodir você respira e cai em si: por que estou agindo assim?

Ao final de cada lição você volta para si, dá umas respiradas profundas e pensa: como é bom ser responsável por absolutamente tudo que acontece na vida.

Mas quero deixar uma coisa clara:  tá tudo bem se você perder esse controle vez ou outra. Não dá para ser “good vibes” o tempo todo. A evolução e conscientização é um exercício diário. Não se cobre ou se culpe.

Tá liberado mandar para a puta que pariu, se sentir exausta, chorar de raiva, falar uma verdades, se irritar ou explodir. Mas é sempre melhor abraçar a paz ao invés de alimentar a guerra. E não estou falando dos outros não, estou falando sobre você. Em você.

Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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