Refúgios.

Leia ouvindo: Xavier Rudd – Follow The Sun

s.m. Retiro; local tranquilo que oferece paz, tranquilidade, sossego: refúgio ambiental.
Abrigo; lugar que alguém procura para fugir ou para se livrar de um perigo.
Esconderijo; lugar onde alguém pode se esconder ou ocultar alguma coisa.
Amparo; aquilo que serve para amparar, para proteger ou confortar.
(Etm. do latim: refugium.ii)

“Ihhh, lá vem chuva e me parece ser temporal”. Em situações como essa, é comum nos refugiarmos em algum lugar seguro. Fechamos as janelas, baixamos as persianas, desligamos os aparelhos eletrônicos e ali ficamos, torcendo para que a tormenta passe logo, sem maiores estragos, em um estado de contínuo alerta até que os raios e trovoadas percam suas forças.

Mas nem só de fenômenos atmosféricos nossa vida é feita. Existem outras tempestades, essas, por muitas vezes, muito mais difíceis de lidar. São tão fortes e recorrentes que causam estragos permanentes em nossas almas e em nossos corações. Tristeza, ansiedade, dúvidas, incertezas, medo, e tantas outras sensações e sentimentos que nos cercam, também nos forçam a buscar abrigo. E onde procurar esconderijo nessas horas? Bom, aqui compartilho um ensinamento recente que recebi em uma aula de Yoga. Os tipos de refúgios que buscamos em momentos de caos:

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[ Imagem: reprodução ] 

O primeiro, e talvez o mais utilizado, é o refúgio externo, que pode ser um livro, um filme, uma viagem, ou qualquer outro objeto/fato externo que venha nos servir de abrigo. Aqui cuidado: muitos acabam se refugiando em coisas “pesadas”, como drogas (lícitas ou não), jogos de azar, violência e outras fugas nada saudáveis. Existe o refúgio em grupos, ou seja, pessoas que compartilham os mesmos interesses, valores e anseios nossos (ex: colegas de yoga, colegas de academia, família, etc…). E existe o refúgio intrapessoal, aquele em que é preciso buscar a verdade e as respostas que estão dentro de você. Sem dúvidas o mais difícil de todos, pois o autoconhecimento exige muito de nós mesmos. É muito difícil olhar para si. E é muito mais difícil se permitir fazer isso sem se deixar levar pelo ego. Mas, na minha opinião, esse é o refúgio que todos deveriam apostar, pois ele é o único que atua de forma preventiva, que reduz a frequência e o impacto das “tempestades”. O autoconhecimento é o primeiro passo para a autocorreção.

Ao nos depararmos com nossas verdades, fica muito mais fácil lidarmos com essa realidade líquida que nos cerca. Na era da efemeridade, serão os centrados, os equilibrados, os mais conscientes que resistirão.

Falando em verdade, encerro o texto com uma frase que gosto muito. De autoria de uma querida amiga e professora que tive:

“A realidade é a mesma para todos. O que mudam são as verdades de cada um sobre ela”.

Namastê

Tiago_2015

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