RESOLUÇÃO DA SEMANA | PARA NÃO SUFOCAR

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Leia ouvindo: Blackbird Blackbird – Hearts

Vale para abraços mais apertados e para preocupações cotidianas: cuidado para não sufocar!

Boa parte daquilo de nos conforta e nos atinge em cheio acaba sendo sufocado por nós. Sufocar, segundo o dicionário Aurélio: “Tolher a respiração a.,Asfixiar; afogar; abafar.,Impressionar, comover, causar profundo abalo no ânimo.,Impedir, reprimir, abafar.,Sentir sufocação, perder a respiração., Afligir-se.

Se parar para reparar, a nossa atitude é sempre para o mais. É como se não soubéssemos dosar o que é suficiente, e que, provavelmente tal sufocamento está completamente ligado ao nosso receio a escassez. Tudo isso de maneira muito inconsciente – claro!

Agimos a partir do medo da escassez. Vivemos sempre pensando em não ter.

Fotografia: @_retratos | Aline Prado

Sufocamos. Os outros e nós mesmos. Se tudo parece bem, começamos a procurar um motivo para sufocar nossos pensamentos e ações, que ora, ora, refletem completamente em quem está ao nosso redor. A atenção que era suficiente, parece não ser mais. O trabalho que era incrível, perdeu a graça. O relacionamento que ia bem, parece descer ladeira abaixo. Um abraço bem dado não é suficiente, precisa ser mais apertado e intenso. Sufocamos os nossos menores problemas até eles se tornarem grandes o suficiente.

Exigimos ao máximo quando na verdade bastava respirar e acalmar os ânimos. Temos urgência em resolver, quando na verdade, não há nada para ser resolvido. Precisamos simplesmente deixar lá, de canto, e viver a rotina cotidiana. Temos urgência em estar, quando na verdade, o que é estar?

Não respeitamos a individualidade e a natureza de tudo aquilo que está ao nosso redor. Urgências, pressa, vontades, resolução e sufoco. Só de pensar nessa sequência ai, o coração acelera, o ar parece faltar, uma lista de tudo aquilo que ainda não temos vem a cabeça. Sufocamos mais um pouco. Como seguir?

Será mesmo que você precisa?

Será que tudo aquilo que você já tem não é suficiente? Longe de querer acomodar relacionamentos ou não dar a devida importância as questões cotidianas, mas não seria a hora de aceitar algumas coisas como elas realmente são? Não seria a hora de acalmar, respirar e aceitar que tudo está, e amanhã pode – simplesmente – mudar?

Sufocamos todas as vezes que buscamos por estabilidade e certezas. Vivemos quando abraçamos como se fosse a última vez ou quando acreditamos que já demos o nosso máximo na resolução de um problema.

É simples assim. Não complique e nem sufoque.

Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.
Juliana Manzato

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