Resoluções de Ano Novo

Promo da Onça: Colégio Oficina do Estudante

Leia ouvindo: Kevin Devine – “No One Says You Have To”

Hoje liguei para um amigo de anos para lhe desejar Feliz Aniversário, atrasado por sinal. É aquele amigo que já te viu passando por inúmeras situações, do sucesso ao fracasso. É também aquilo amigo que mesmo que você não veja com a frequência que gostaria, nada muda. Tudo continua especial.

Falamos sobre o aniversário, o ano novo, a família, os amigos, o trabalho e chegamos nas resoluções de vida. Parece que um grupo de pessoas que conheço está no mesmo barco, sem saber. Com ideias parecidas, os sentimentos e resoluções de ano novo também seguiam a mesma linha. Enquanto ele falava percebia o efeito espelho.

O ano novo mexe mesmo com a gente, é impossível passar desapercebido. Não é só a virada de data no calendário, é um desejo real de mudança. E se quer saber, isso basta para mover qualquer tamanho de montanha. Quando desliguei o telefone com esse meu amigo tive a certeza: havia encontrado a melhor das pautas para o meu texto sobre as resoluções de ano novo.

Ninguém mais tem maturidade ou paciência para aquelas listas enormes de afazeres. Graças à Deus colocamos os dois pés no chão e chegamos a conclusão que lista nenhuma resolve se não houver um real planejamento, um caminho traçado para tal item acontecer. Fazer a lista é fácil, difícil é parar, pensar e planejar tal fato. E planejar também significa contar com a sorte, saber que existe a possibilidade de dar certo, e também de dar errado. Tudo na vida é feito de porcentagem, e geralmente 50%. Quando você entende que para dar certo algo você precisa de dedicação total aos seus 50%, a vida fica mais leve, porque você sabe que fez 100% da sua parte. Dando certo ou errado, você foi lá e fez.

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[ Imagem: resolução ] 

Outro ponto tão importante quanto uma lista de afazeres ou a tal da dedicação total, é o fato de saber dizer não. Dizer ‘NÃO’ é uma dádiva! É a partir dessa pequena palavra que partimos para coisas que realmente valem a pena. É a partir do ‘não’ que definimos os nossos critérios, o tamanho do nosso respeito com nós mesmos e com a nossa vida. Por mais duro que seja, por mais que seu coração grite, um não bem dado evita anos gastos com terapia – já disse algum sábio desse mundo digital.

Em 2015 fiz uma breve lista. Em 2016 fiz um verdadeiro mapa cheio de caminhos. Lista cria na gente expectativa demais. Meu toque e ansiedade não permite que eu fique pensando todo santo dia quando vou dar um ‘check’ naquele item ali. Já me basta a lista do dia a dia. Quando traçamos caminhos parece que a ansiedade diminui por que afinal de contas, você sabe exatamente onde quer chegar, mesmo que apareçam atalhos ou caminhos errados.

Como num mapa de tesouro, seus próximos passos estão ali, traçados de maneira coerente com as suas expectativas. De nada adianta colocar na listinha de 2016 uma viagem internacional se você não guarda dinheiro para isso. Entendeu a questão expectativa x realidade? Então.

Coloque sua vida num mapa do tesouro. Quais são os seus tesouros? Quais caminhos precisa traçar para conseguir chegar onde quer? No percurso provavelmente aparecerão muitas dificuldades, desafios e momentos de extrema paciência, mas vai por mim. É melhor saber onde se quer chegar do que simplesmente ter uma listinha de baixo do braço.

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Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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