Sem mais

Leia ouvindo: Mikky Ekko – Disappear 

O final de ano chegou e me trouxe aquele sopro de alívio. Mas por que? Sei lá, só sei que 2014 passou que eu nem vi, mas ao mesmo tempo me pareceu denso demais para não percebê-lo. Acho que é porque crescer dói. Comecei, então, a enumerar as coisas boas e as coisas “ruins”. Entre aspas mesmo. Assim, dessa forma sonsa, fui vendo o que tanto se passou nesse meu ano.

Pensava em uma coisa “ruim” e, em seguida, me ocorria uma boa. E como se distribuísse peso nos dois braços da balança, fui listando os prós e contras de 2014. Ansiosa para ver qual era o saldo, claro. E aí, percebi que entre o bom e o ruim, havia o “mas”. “Aconteceu isso de bom, mas depois teve aquilo de ruim”.

[ Imagem: reprodução ] 

Essa conjunção adversativa é o grama a mais que vai fazer a balança pender para um lado ou para o outro. Inverti a ordem da sentença e descobri que apesar de doído, o resultado foi de amadurecimento. Deixei algumas e alguéns para trás, mas fui em frente. Avancei. Um revés cruzou meu caminho bem no dia que mais esperei no ano, mas foi isso que me fez aproveitar cada segundo do que vivi depois. Fiquei longe de pessoas que eu queria estar perto, mas todas as vezes em que estive ao lado delas só teve amor. Levei bronca, puxão de orelha, mas aprendi a controlar minhas próprias autossabotagens. Esse ano foi meu, apesar de todos que estavam e estão aqui comigo.
Entretando, todavia, contudo, no entanto. Sobretudo, a lição é que a vida da gente depende da onde colocamos o “mas”. Sem mais.
Assinatura_Nat

 

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