Sendo otimista no caos

Leia ouvindo: Bastille – Pompeii

Sou abençoada demais para reclamar, eu sei. Mas a vida é uma via de mão dupla, escolhe-se caminhos, não situações. E a gente passa por cada uma, né não? Aquela típica história que se vender o circo, o anão cresce.

Ainda estou aprendendo, mas já me vejo sendo otimista em meio ao caos. Tenho as mesmas 24h que o restante da multidão, mas provavelmente a minha reclamação deve ser a mesma: a falta de tempo nessas tantas horas do dia.

A minha pilha de trabalho também aumenta. Não vejo mais minha família com a frequência que eu gostaria, não tenho tempo para caras que não entendem que eu trabalho o tanto que trabalho porque quero. O horário da academia é semi-sagrado, até eu me enrolar em algum compromisso. Os meus finais de semana não são mais os mesmos e bem, dormir 8h é realmente um luxo. Pode até parecer reclamação, mas não, não é. Tudo isso que relatei ai em cima é mérito meu, escolha minha. Se é sábia ou não, não me importo, me faz feliz.

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Minha ansiedade com 18 anos é muito diferente dessa que eu tenho hoje, com 26. O caos continua, só mudou a intensidade e claro, a minha maneira de vê-lo. Aprendi com a minha mãe a ver o lado bom das coisas e isso tem ajudado no alívio da culpa. Minha geração é a culpa. Culpa por não ter tempo, por não ter feito isso, aquilo. Culpa por tudo. Culpa por nada. Coração miúdo, cabeça cheia, solidão. Vejo gente assim ao meu redor e claro, por vezes me sinto assim. Mas olha o lado bom, eu sei dos meus objetivos, sei das dificuldades, onde e porque quero chegar até lá. Sei da minha linha de chegada toda vez que começo um desafio.

Não julgo aqueles que não sabem o quê estão fazendo em um mundo tão caótico, mas de certa forma, me encontro em meio ao caos, por ser uma bagunça concreta. Quando sabemos até onde vamos chegar, tudo fica mais fácil. É só seguir a linha e desviar dos obstáculos encontrados no caminho.

Ninguém disse que seria fácil, mas também ninguém proibiu que seja divertido. Não me importo em trabalhar o tanto que trabalho e levar a vida que levo, fiz essa escolha de coração aberto. Escolhi uma profissão que amo, um trabalho que me dá prazer, colegas de profissão que são nota mil, uma família que me apoia e sinceramente, um caminho muito mais bonito do quê imaginei ter.

O copo sempre vai ser meio cheio ou meio vazio, tudo depende de você. O caos não precisa ser cinza e barulhento, ele tem a tonalidade exata que você dá. Boa sorte!

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Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

Um comentário em “Sendo otimista no caos

  1. Ju,

    Como seus textos me encantam cada dia mais e mais. Agora com muita brega, cada vez eu quero maisssssss!!!

    Se um dia vier pra São Paulo, me avisa q quero conhece-la pessoalmente.

    Sou muito fã.
    Um grande beijo.

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