SERÁ QUE É SUFICIENTE?

“A felicidade e o ócio são momentos poderosos para se conectar com o que realmente importa.”

Leia ouvindo: Kasbo – Bara Du

Será que é suficiente?

Nada parece bom o suficiente. A nota de corte foi lá para cima, e aqui em baixo, entramos em crise. As perguntas são respondidas de forma rasa, e a incansável busca por um propósito deixou a gente andando em círculos, repetindo padrões e acreditando que dentro dessas ações encontraríamos nosso milagre.

Ser inquieto é bom, mas ser inquieto demais pode ser fuga. A inquietação nos move em direção a nossa melhor versão, mas também pode pender para o outro lado da linha: será mesmo que isso aqui é o suficiente para mim?

A sociedade condiciona pessoas a querer sempre mais: o melhor emprego, a viagem desejo, o carrão, a casa grande, a maneira de investir o dinheiro, o caminho do sucesso ou o relacionamento perfeito. Entenda, não há mal algum cultivar ambições, desde que se tenha clareza do caminho a ser seguido, e obviamente que, atingindo seus objetivos, aproveite cada um deles como merece, sem cair na tentação do próximo desafio.

A felicidade e o ócio são momentos poderosos para se conectar com o que realmente importa.

fotografia: cotidiano dela

O que é suficiente não está ligado aos bens que acumulamos, mas em todos os momentos que vivemos e que de alguma maneira preencheu a nossa alma. O dinheiro pode comprar muita coisa, mas não compra o seu momento presente, as emoções que sente.

A gente nutre o que é suficiente com presença, na disposição em viver o momento dando nosso 100%. Não importa o quanto de dinheiro você tenha na conta, o tamanho do seu amor por alguém, os metros quadrados da sua casa, se o seu carro é do ano ou se o seu trabalho te dá prestigio, pode ser que nada disso seja suficiente para você, e pode ser que tudo que parece não ser suficiente para você, seja para o outro.

Muitas vezes deixamos de prestar atenção no que é suficiente para nós por estarmos ocupados demais consumindo nossos dramas, ansiedades, distrações, inseguranças e obrigações. Estamos escolhendo a próxima compra, apontando coisas sobre o outro, procurando algo de errado em quase tudo, e ai meus amigos, não há de ser suficiente mesmo.

Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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