Sobre amores que podiam voltar

A gente nunca sabe quando a lembrança vai chegar, pode ser de surpresa, acompanhando de um tsunami de emoção ou de mansinho. O que se sabe é que chega sempre com saudade. Ah, a saudade! Saudade do quê já passou, de tudo que um dia foi nosso, participou da nossa vida, nos fez morrer um pouco de amor.

Existem aqueles amores que podiam voltar, só para a gente viver de novo de tão bons que foram. Que mal há nisso?! Imagina viver o amor, com aquele menino que era apaixonada na infância, ou com o namoradinho do colégio, ou quem sabe até, reviver aquele amor platônico do clube, o menino das férias de verão, o segundo namorado e porque não, reviver aquele começo de amor com o seu atual namorado/marido? Lembrar é viver.

Amei e fui muito bem amada. Sempre escolhi quem seria o cara que entraria na vida, alguns arrependimentos, mas tantos acertos. Conheci caras muito legais, que seriam ótimos namorados, mas não me sentia preparada para aquele relacionamento. Me relacionei com babacas, mas entendi que o amadurecimento e o tempo são diferentes para mim e para eles. Chorei por mim, me despedacei por um, me arrependi de outros, mas vivi. E se quer saber, viveria de novo. Tentaria me relacionar com cada um deles se fosse necessário, por um motivo muito simples: aprendizado.

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Esses amores podiam voltar justamente para apararmos as tantas arestas que deixamos para trás. A gente sofre muito por amor, mas também já fizemos alguém sofrer. Lei da vida, lei do amor. E nessa de reviver um amor, certamente eu teria coragem de falar coisas que não falei e me calar quando tagarelei. Seguraria mais a onda em dias de TPM braba e me dedicaria menos aqueles amores que pouco fizeram por mim. Aprenderia a dizer mais “sims” aos frios na barriga e falaria outros tantos “nãos” quando estivesse me sentindo insegura em determinada situação. Eu daria mais chances para a conquista, mais abertura para aqueles caras legais que me levaram para jantar. Daria menos desculpas e mais as mãos. Faria tudo diferente, justamente para aprender tudo diferente.

Amores que podiam voltar, vidas que poderiam se atrair novamente, caminhos a serem seguidos. A gente nunca acha que vai superar um amor, até que vem outro. Nunca achamos a solução perfeita, mas o acaso toma suas providências. Por fim, seria bom reviver antigos amores, mas nada, nada mesmo se compara aos novos. Aqueles com cheiro de novidade e cheios de incertezas, que pulsam o coração e reviram a cabeça.

Aqueles novos amores que até lembram os antigos, mas com bagagem renovada e música alta. Novos amores que chegam cheios de aprendizados, que vão ou ficam, mas nos ensinam que a saudade é amiga da lembrança e que sempre, coisas novas vão aparecer para ensinar algo que você jamais achou que ia aprender.

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Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

4 comentários em “Sobre amores que podiam voltar

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