Sobre aventuras

Leia ouvindo: Ben Howard – Soldiers

Essa mania de não se apegar. Ela cansou de fazer apostas e jogar todas as fichas na mesa. Também pudera, o amor foi jogado ao vento, salve-se quem puder. Ela sabe o quanto admirável é, por isso escolheu pela vida de aventuras. Como num jogo de video game, onde as fases precisam ser completadas por um único personagem.

Ela aprendeu a viver com o desapego, principalmente daqueles que não valem a pena. Ela se diverte com as possibilidades, mas ainda prefere não ter certezas. A vida sozinha anda agitada demais para dividir o sossego com alguém. Muitos a julgam, e ela, com tal jogo de cintura, desvia de cada comentário ou grosseria para seguir pelas tortas e emocionantes curvas da estrada. Ela sabe aquilo que ela pode ou não levar em consideração.

Escolher uma vida de aventuras, pelo menos por um período, é para os fortes. Ninguém acha que pode viver na aventura, até que se apaixona por vivê-la e se apaixona, por aquela vida do ir e vir por onde bem entender. Uma real liberdade para viver as histórias que quiser. Criar oportunidades e se jogar pelo mundo sem se preocupar com o coração partido.

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[ Imagem: reprodução ]

Optar pela aventura é estar com o coração curado. Corações quebrados não duram muito tempo. É, só aguenta quem tem o amor próprio e a maturidade para entender certas escolhas. Para se aventurar por ai, a vida exige o alvará de renúncias. É quase que obrigatório renunciar o padrão para viver as linhas tortas. Deus também escreve nelas, lembre-se bem disso.

Por fim, aos aventureiros, meu respeito. Um respiro, um suspiro, um abraço. Encerrei meu ciclos de aventura com o louvor. O espirito livre ficou, nada que me prenda vai me fazer bem. Ainda gosto de ir sabendo que existe um coração quente para voltar. Ainda provo da liberdade em altas doses. Sai curada desse período em que o coração pulsa e o foco é viver cada história de maneira intensa. Isso aliás foi um grande aprendizado, intensidade usada sem moderação e abraçada a expectativas próprias. Zero decepção. Esse período de aventura é redenção.

Viver a aventura significa valorizar a estabilidade. Continuamos na corda bamba, mas agora, com o equilíbrio do corpo, alma e coração. Não brincamos mais de bêbados equilibristas. Não aceitamos o mais ou menos, queremos o inteiro. Já tivemos muitas fraturas expostas e recuperação lenta. A aventura te faz mais forte e melhor, para aceitar e agradecer o que esta por vir.

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Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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