Sobre os caras que tive | Era amor

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É difícil escrever sobre ele, assim como é difícil falar de amor. Ele ainda é tudo aquilo que eu sei sobre amor. Minha maior referência afetiva, minhas melhores lembranças e aquele que ainda me faz ter frio na espinha toda vez que vejo. Ele também foi a minha maior perda e a minha maior tentativa.

Nossa história foi feita de extremos, bonitos eu diria. Apaixonados e sofridos, sorrisos e lágrimas, profundo e raso, amor e ódio e por ai vai a minha – até então – maior história de amor.

Ele me fez ser melhor e lidou com o meu pior, entrou para o meu seleto circulo de amigos e fez parte da minha família por alguns anos. Dividimos tudo, da cama à contas. Ele me fez ver que era possível quando eu queria desistir, que era fácil quando eu via um bicho de 7 cabeças, me deu liberdade quando eu quis voar, me esperou quando eu quis voltar. Fomos do céu ao inverno, numa parceria não tão bem sucedida, mas nos amamos.

{ Imagem reprodução }
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Talvez a nossa história seja a minha preferida de amor e provavelmente vai ser aquela que eu vou contar para os meus netos com saudade. Podia até virar livro ou contos de realidade. Podia ser tudo, mas acabou virando nada.

O amor não acabou. O quê acabou foi todo o resto. Um desfecho cheio de sofrimento e erros, maiores da minha parte, confesso. Colocamos os sentimentos mais nobres, além do amor, numa bacia e deixamos no quintal. Lavamos de maneira muito mal lavada a roupa suja e penduramos no varal. Resultado nada satisfatório. Eles não foram felizes para sempre. Fim. Contos de realidade.

Não foi um relacionamento que não deu certo, muito pelo contrário, tive os melhores anos da minha vida ao lado dele. As minhas melhores lembranças também são dele. Muito dele ficou aqui, muito de mim ele levou embora. Uma troca justa do amor. Um fim injusto para um livro. Eu sei.

Ele foi de longe o melhor cara de tive. Ele foi o meu amor, minha admiração, meu parceiro, meu apoio, meu cais no porto e meu peito repleto. E por ter sido o meu melhor, desejo que ele tenha a maior felicidade do mundo. Existem caras que nos ensinam tudo e existe aquele que é amor. Ele com certeza absoluta é mais que amor, foi meu maior aprendizado.

{ E fecho a sequência de 3 meses da série de textos #Sobreoscarasquetive, baseado nas minhas maiores experiências afetivas. Aos caras que tive, meu muito obrigado! }

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Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

6 comentários em “Sobre os caras que tive | Era amor

    1. Oi Fernanda, tudo bem?

      Que linda! Mega feliz com o seu comentário, obrigada pelo carinho <3

      Beijos

  1. Ju, esse seu texto tocou fundo na alma..sinto que consigo entender todas as suas palavras.. e senti-las!
    Ouso dizer que imagino quem seja a pessoa referida.. e Ouso também dizer que é uma historia inspiradora!!!!
    Força e sucesso sempre pq vc merece tudo de lindo do mundo!
    Bjos

    1. Ju, tudo bem?

      Que feliz ter seu comentário por aqui. Obrigada pelo carinho que tem comigo. E quem conheceu um pouquinho dessa história, sabe que o texto é bem raso perto de todas as coisas que foram vividas, boas e ruins, claro.

      Obrigada pela torcida 🙂

      beijos

  2. Parabéns por esse dom maravilhoso de escrever e fazer as pessoas se emocionarem!
    Já perdi as contas de quantas vezes chorei lendo esse blog rs beijos

  3. Nossa, de todos esse e o que mais me emociona. Acho que todas nos tivemos ou teremos um cara que foi “o maior perda e a maior tentativa”. Parabens Ju, otimos textos. Beijo.

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