Sobre os Caras que tive | Marinheiro de meia tigela

Leia ouvindo: All I Want – Kodaline

O meu barco havia finalmente encontrado mares de águas tranquilas. Depois das inúmeras tempestades, era inicio de um novo momento, aquele de paz. O coração apavorado, agora estava tranquilo.

Tudo ia bem, até você aparecer. Não sei onde eu estava com a cabeça quando dei oportunidade para você entrar chutando a porta e me pegando de surpresa pela cintura. Como aquelas boas surpresas de filmes de romance. Acho que era esse o problema, eu não estava afim de romance, mas você me convenceu que eu poderia ter o melhor de todos os romances com você.

Você segurou a minha mão com força, um gesto que me fez seguir pelo seu caminho, vivendo as boas surpresas que o dia a dia proporcionava. Você foi ganhando uma pequena parcela da minha confiança. Era um dia de cada vez, um dia melhor que o outro.

Gostava de estar com você, mas não queria promessas. Mas você insistiu em fazê-las. Você disse que gostava de mim, me assustei. Você disse que estava gostando ainda mais de mim, comecei a me acostumar com essa ideia. Você já tinha um significado.

Foi naquele banho juntos que eu percebi que a nossa ligação era ainda mais forte. Foi ali que eu avisei em letras garrafais que eu não queria sofrer. Você me abraçou ainda mais forte. “Isso não vai acontecer pequena”.

Sobre os caras que tive

[ Imagem: reprodução ] 

Aconteceu, honey. E aconteceu da pior maneira que poderia acontecer. O nosso combinado sempre foi para ser sem rótulos, divertido e principalmente, leve. Você odeia cobrança, eu detesto controle. Tinhamos tudo para dar certo, não? Amigos queridos nos uniram ainda mais, era nítida a felicidade deles vendo nos dois juntos. E eu te pergunto, onde foi que a gente se perdeu?

Sua conversa não está entre as mais recentes do whatsapp, não sei mais do seu dia a dia, suas conquistas. Não te desejo mais boa sorte no trabalho, não sei por onde andam seus pensamentos, ainda estou sem entender o motivo do sumiço. Talvez você tenha tomado desse chá. Talvez o seu celular esteja com problema. Talvez você esteja sem tempo. Talvez você simplesmente não queira nada e decidiu se afastar, assim, sem nem avisar.

Não entenda como cobrança aquilo que faz parte de uma boa educação, rapaz. Você não me deve explicação alguma, mas é terrível ficar com o talvez. Um sincero: Foi bom, Adeus, sempre é melhor que um talvez.

Mulher alguma precisa de dúvidas ou instabilidade. Não crie expectativas se você não pode cuidar depois. Você como bom marinheiro deveria saber que com mar não se brinca, o barco não precisa de velocidade para passar pelas ondas, precisa de jeito. Caso contrário, acidente grave à vista. E não venha me dizer que eu não avisei.

[ Cinthya, obrigada por me enviar sua história. Obrigada por me lembrar que Mares calmos não fazem bons marinheiros, mas mares tempestuosos também não. Tudo é escolha e caráter. Seja feliz ] 

2015_Ju

Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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