Sobre vida e Tacos

Tão difícil quanto falar de vida, é falar de tacos. Não, não estou falando daqueles deliciosos tacos da culinária mexicana. Tô falando daquele taco, que todo mundo fala que você precisa confiar.

Cazzo! Sempre acreditei que não adianta ter um baita taco, se você simplesmente não saber bater, entrar na pressão do jogo e acreditar realmente em você. Tenho para mim que a grande sacada dessa história seja realmente aprender a bater, a dançar conforme a música, a contornar os obstáculos e não bater de frente com eles. Confiar no taco talvez te faça um jogador um pouco mais seguro, mas não bom o suficiente.

Bancar a segurança custa caro, e precisa de auto controle. E a pergunta que faço é, quem tem auto controle? Somos animais, agimos por instinto, nunca vamos ser racionais. Auto controle é um baita exercício para a vida. Como não surtar ou surtar menos diante daquela situação? Como não sentir ou demostrar aquele ciume doentio? Como dosar as palavras? Como ofender mesmo? Como ter jogo de cintura?

Acho que mais importante do quê confiar no próprio taco e conhecer seus vícios e virtudes, é ter auto controle. É permanecer em estado normal, mesmo quando a loucura te abraça. É pensar antes de agir, mesmo quando a ansiedade bateu os níveis máximos. É saber sair de uma situação, mesmo quando você não faz ideia de como entrou ali. É contornar o caminho e não só explorar montanhas. Nem sempre os caminhos mais difíceis são os melhores.

2013
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Por fim, depois de vinte e tantos anos vividos aprendi a confiar no meu taco sim, mas ainda vão alguns anos para aprender a bater com firmeza e mira. Porque só quando a gente sabe o quê realmente quer, ou não quer, é que tudo fica mais fácil e a tal da mira, aparece como mágica. Só ter um bom taco em mãos não é o mais importante, saber onde se quer chegar sim. Afinal, de quê adianta participar de um campeonato sem saber o porquê de estar ali? Se é para entrar na disputa que seja com o objetivo de ganhar. A vida não é treino, bate bola ou troca de tacos. É para quem ter coragem de errar, de aprender, de seguir em frente e descobrir que ter amor próprio é bom pra caramba, mas não saber o quê fazer com ele, é trágico.

Confie no taco, mas aprenda a jogar. Auto confiança demais, também é uma armadilha.

Assinatura Ju - 2013

Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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