SOBREVIVER, SOBRE VIVER

Leia ouvindo: Langhorne Slim – Changes

Estar cansada, cansada desse mundo que a cada dia mais cobra por um perfeccionismo. Não há modelo para ninguém. Apenas estar na vibe mais perfeita. Ter o sorriso de cada manhã sem a fadiga de um comprometimento com a seriedade da vida.

Poder mandar aquela mensagem safada para aquele cara que não me responde todas as manhãs. Poder continuar paquerando aqueles outros dois sem que seja rotulada com as palavras mais sujas e não condizentes com minha personalidade, com meu eu.

Andar descalça pelas ruas da cidade. Colocar o biquíni na madrugada e pular em piscinas de casas desconhecidas. O sabor do beijo daquele cara visto na balada ontem à noite. Andar com as pernas bambas por conta do gin tônica ou do martini.

Fotografia: Juliana Manzato

Parar na avenida de madrugada só para tirar aquela foto com o dinossauro ou subir no lombo do elefante daquele parque tão conhecido.

Poder se sentir cansada de precisar sair de maquiagem, pelo fato de que precisa.

Ter que manter a postura ereta, pelo fato de passar mais seriedade. De usar roupas para aferir credibilidade.

As contas que chegam todos os dias cansam, assim como a cobrança do chefe. Das amigas. Da família.

Mas sabe de uma coisa! Vamos fazer um drink com as coisas ruins da vida. Sacudir bem com um punhado de açúcar e coisas boas.

Quer saber, vamos mandar as mensagens que precisam ser mandadas, andar descalça e pular em piscinas rumo a felicidade da vida.

Não vamos pensar em rótulos. Não vamos rotular.

Por que a vida é uma só. Eu sou uma só. Você é uma só. Eles são um só. E cada outro ser que entrar na sua vida será apenas ele.

Viver em meio aos defeitos e qualidades das personalidades de cada ser que entra na nossa vida, cada momento como se fosse único, é construir uma vida repleta de bem querer e histórias que podem ou não valer a pena.

Viva e apenas viva!

E diante das dificuldades e das críticas, lembrar-se sempre da melhor conselho que a filosofá Dolly já deu: “Continue a nadar”.

Luiza Pellicani
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Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.

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