Somos livres. E agora?

Essa é a questão que, ao mesmo tempo que me tira da cama logo pela manhã, me tira o sono quando a madrugada chega. Por que essa dualidade de sentimentos, uma vez que podemos ser aquilo que nos permitirmos imaginar? Vivemos na era do vale tudo, e me desculpe caro Tim, mas hoje vale sim “dançar homem com homem e mulher com mulher”.
Voltemos um pouco no tempo, quando ainda existia profissão, plano de carreira e um modus operandi a ser seguido. Nós nascíamos, crescíamos, estudávamos, formávamos, trabalhávamos, casávamos, procriávamos, envelhecíamos, aposentávamos, para no fim de nossas vidas entrarmos no facebook (como toda mãe que se preze). Qual é a regra hoje? Como se joga? Se não existe mais esse “traço pré definido” e podemos seguir o caminho que bem entendermos, qual o problema então? Definir o caminho? Ou o caminho tem muitas ramificações? Ou sempre aparece um caminho mais interessante ao lado?
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Nossos pensamentos são voláteis, nossas certezas duram poucas horas. Vivemos numa era em que “seja eterno enquanto eu tenha saco”. Isso vale pra emprego, amores, ideias, etc. Trocamos de ideia diariamente, afinal somos livres. Tem advogado virando músico, médico virando chef, publicitário virando designer (presente) e todo mundo quer entrar nessa onda nômade de se viver. Isso é muito legal, certo? Será?
O fato é que vivemos uma quebra de paradigma e como toda mudança, principalmente uma deste calibre, existe um período de transição, aceitação e adaptação para que essa nova ideia faça sentido. O problema é que não queremos esperar. Queremos chegar lá! Queremos chegar logo no outro lado do arco íris. Não pelo pote de ouro, mas porque acreditamos que lá vai estar o verdadeiro eu. Pergunto: mas existe o lá? E se existir esse tal de lá e finalmente lá chegarmos. Será que o lá vai continuar lá?
Esse confuso texto vem ao encontro do momento que vivemos. Ao mesmo tempo que podemos fazer tudo, o nada nos assusta. “E se essa ideia não der em nada?”. Partindo do princípio que é impossível sabermos aonde uma ação pode nos levar, pergunto: o que temos a perder? Por que não experimentar algo novo? Por que não tentar colocar em prática aquela ideia que povoa a nossa mente? O medo de errar? Vivemos em um mundo beta, onde o que vale é o “antes feito do que perfeito”. De novo: o que temos a perder?
Entre a certeza de uma vida medíocre e a incerteza de uma vida mais leve, feliz e interessante, fico com a segunda opção.
Já que não existe mais o “traço” e nem destino certo. Apertem os cintos e enjoy the ride, porque a viagem promete!
Assinatura Ti_2014
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