SUA MÃE SEMPRE TEVE RAZÃO

Dizem que somos a média das cinco pessoas com quem mais convivemos. (Se você ainda não leu algo do tipo, dê um google). A teoria das cinco pessoas não me parece tão verdadeira, mas a parte das pessoas – num geral – com quem convivemos, eu nem preciso de uma teoria para acreditar. A minha mãe – e a sua, estavam certas: “diga-me com quem andas que eu direi quem tu és”.

Ilustração: Nhung Lê @nhungthle

Os ambientes que você frequenta e as pessoas que convive dizem muito sobre quem você é, talvez não na essência, mas na máscara social que você veste. A psicanálise explica muito bem as máscaras, e percebemos, enfim, que aquele papo de ser de verdade e tal, é uma baita mentira.

Convivemos com gente tóxica, mas parece não fazer diferença. Continuamos. Relevamos fatos e vivências para sermos aceitos pelos outros, sendo que a nossa essência em nada condiz com as pessoas e os meios que convivemos.

Adormecidos, aceitamos as condições do ambiente. Acordados, nos tornamos questionadores, chatos e mal amados pelas condições do ambiente. E é justamente quando estamos acordados e conectados com nós mesmos que a mágica acontece.

Você entende finalmente que agradar os outros é desagradar a si mesmo, e que, bem, de uma maneira ou de outra, todos vão falar, por bem ou mal, da sua vida, dos seus problemas, das suas alegrias e tudo que eles quiserem – da perspectivas deles.

A perspectiva dos outros são bem diferentes das suas. Só você sabe tudo que se passa na sua vida – dos seus amores as suas fugas. Mesmo quem convive diariamente com você não te conhece tão bem como você mesmo.

Só que antes de conhecer nosso íntimo, nos perdemos nas convivências. Achamos que a vida do outro é infinitamente melhor do que a nossa. Temos certeza que a estrada escolhida pelos outros é a mesma que vai servir para nós. Mas deixa eu te contar o que já não é uma novidade: não vai servir! É como se quiséssemos pegar um sapato emprestado esperando que ele nunca machuque nossos pés.

Você talvez não seja a média das pessoas que convive, mas a convivência é uma régua e tanto para observar a vida.

Talvez seja hora de mudar o círculo de amigos/conhecidos/o trabalho/o lugar que você mora. Nada melhor do que respirar novos ares e se analisar de outras tantas perspectivas. Analise seus problemas, olhe em volta e perceba que uma boa parte deles não necessariamente te pertence.

O meio cria problemas, aprenda a ver com quais deles você quer conviver.

Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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