Tenso ou intenso, um ano vivido

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Por Bianca Ferreira

Como diria Simone: “Então é Natal, e o que você fez?”. Pois é, tava aqui pensando “acabou 2011, e o que eu fiz?”. Acho que é comum em certa fase da vida a gente pensar que o tempo passou e que tudo o que a gente fez foi assisti-lo voar e com o controle remoto na mão.

Para mim, 2011 foi um ano de muitas transições. Tenho medo de chamá-lo de ruim e invocar a ira dos céus, mas diria que poderia ter sido melhor. Perdi a Saory, minha maior companheira, que deixou um vazio bem grande dentro de mim. Passei um tempo de ócio criativo e imaginário, uma fadiga na felicidade e um medo de perder mais gente/coisas amadas. Tentei conviver com isso durante todo o ano, mas hei de confessar que foi muito difícil de superar.

Trabalhei, saí, viajei, vi gente nova, vi gente velha, vi gente de outro mundo. Pulei carnaval, dancei na chuva, fiz uma nova tatuagem, vi o meu ídolo cantar a minha música preferida a pouquíssimos metros do meu nariz. E chorei. Chorei muito.

Fiz e perdi casinhos na mesma velocidade, rejeitei gente que me queria mas que não fez meu coração palpitar, senti desejo e não fui correspondida. Esse último diversas vezes. Agora mesmo está acontecendo.

Malhei demais e emagreci de menos. Senti raiva do meu corpo, quis rasgar todas as minhas roupas. Desejei ter milhões de dólares e refazer o meu armário. E a minha barriga também. Um bom cirurgião resolveria.

Mas escrevi. E desabafei. E compartilhei. E olha, às vezes me soa como a melhor solução. A sensação de estar sendo ouvido, mesmo que você não tenha tanta certeza, é confortante. Como se estivesse rodeada de pessoas que se preocupam. E elas, de fato, demonstraram que se preocupam. E que tipo de pessoa odiável seria eu se não as agradecesse? MUITO obrigada (principalmente aos Onços desse blog querido).

E eu senti medo. Daqueles que fazem o coração bater forte, a cabeça girar, o âmago doer. Medo de perder, medo de engordar, medo de morrer, medo de nunca mais amar, medo de nunca mais ser amada, medo de ser esquecida, medo de viver. Mas aí eu fui lá e vivi. Mesmo com medo. Mesmo sem saber onde ia chegar.

A verdade é uma só: não importa em quais circunstâncias, eu vivi. E estou vivendo. E isso, por si só, deveria ser um motivo para continuar na estrada. E quer saber? Vai ser. Em 2012 eu vou viver. E seja o que Deus quiser.

“Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi…”

Nos vemos em 2012 🙂
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2 Comments

  1. @AninhaRuiz says

    Amei Bi!
    Quanto sentimento! Compartilho de vários deles…
    Um beijo

    Fly Away

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