TURBILHÃO DE COISAS NOVAS

Leia ouvindo: Emicida, Caetano Veloso – Baiana 

O sol sempre está lá pelas manhãs, o trânsito já está tão rotineiro que já sabemos em quais esquinas vai piorar e quando melhora, as pessoas do trabalho são quase sempre as mesmas, já sabemos quem é mais bem humorado pela manhã e quem não é.

De repente aparece alguém que muda o fluxo, muda rotina, muda o pensamento. Aquela ligação no início da manhã com a leitura de um texto que acabou de escrever ou a reclamação de uma noite mau dormida.

A participação dessa rotina comum para o locutor, mas tão nova para o receptor, causa sorriso e angústia. Afinal, é tão bom estar perto. Mas as ligações também deixam o longe bom.

Por incrível que pareça. A minha alma pesada e necessitada de álcool e animação respondeu com suavidade a delicadeza do outro.

Fotografia: Juliana Manzato

Entendeu que a rotina pede calma diante da necessidade da ansiedade do meu ser e transforma o medo em expectativa do medo.

Encurtou precipícios que antes eu pulava já sabendo que daria com a cara no chão e agora segura na minha mão, me deixando olhar pela beirada, mas não me deixa pular antes de que todo o paraquedas e itens de segurança estejam devidamente posicionados para nós resguardar.

Meio incrível essa sensação nova que simplesmente não quero deixar de sentir jamais.

Luiza Pellicani
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Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.

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