VALE DAS SOMBRAS E DAS DUBIEDADES

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Leia ouvindo: Malu Magalhães – Soul Mate

Caminhei caminhos que não fazem sentido por conta de alguém, por conta de mim e do meu medo. Imaginei ele quando estava em meio ao nevoeiro sem sentido da vida e matando meus dragões, mas quando percebi o tinha matado também.

A minha bravura fez com que o vale das sobras fosse todo recoberto com a luz mais pura das divindades mais celestiais e a minha certeza suplantada dentro da minha alma.

As certezas fizeram com que os desejos fossem realizados mesmo que durante as tempestades, mesmo quando sentei sozinha no box do banheiro me debulhando em lágrimas escondidas de mim mesma. Precisava ser forte, precisava me encontrar.

Quantas vezes as dubiedades da vida deixou um sentimento de inferioridade no mar de gente desse mundo. Eu que sou um átomo da história, cuja passagem da vida poderá ser esquecida em três ou quatro gerações, se tiver sorte.

Fotografia: Juliana Manzato

É quando a gente mergulha no mais vazio do nosso universo, nos nossos “fillers” (como são chamados os episódios de séries feitos para preencher o buraco entre um evento e outro) pessoais que fazemos as grandes e mais poderosas descobertas.

Como se pudéssemos dar um suspiro contra erros e acertos e cobranças que são nossas.

Resultado dos momentos de introspecção, da bravura, é recompensado por histórias em um roteiro onde todas as cenas são necessárias, numa trama bem amarrada e completa, onde todas as personagem cumprem com primazia todo papel que lhe é destinado.

Depois do vale das sombras vivemos um filme completo e um pouco mais longo e ágil do que as pequenas séries sem finais das nossas vidas.

O mundo ao redor que parecia desmoronar, desaparece e ressurgimos.

Como ressurgimos depende da nossa jornada. Pode ser mais forte, mais fraco, mais acertivo, ou calma.

Cada filme é uma aventura, cada série é uma emoção, cada vale das sombras um aprendizado.

Luiza Pellicani

Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.
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