Vamos fugir?

Não, eu não quero dar a mão para ninguém. Não queria ajuda de ninguém, eu tinha que resolver aquilo sozinha – comigo mesma. Sou tão decidida para comprar sapatos, porque não seria para a minha vida?

A minha hora era aquela hora. Alguns podiam chamar de fuga, eu preferia pensar que era um manifesto ao amor próprio. Afinal, estava fugindo para mim mesma.

Dei a mão para a minha vida e levei na mala minhas angustias, dúvidas, alegrias, tristezas, histórias e uma bússola sentimental para trilhar meus próprios caminhos, com as dores e a delícia necessárias. Fiz a mala de quem sai de casa sem rumo, levando o pouco que precisa para viver e alguns maus necessários para sobreviver. Estava tudo ali.

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De longe, aquela situação não era de mais ninguém, era só minha. Minha dor, meu choro, meu abraço, minha solidão, minhas escolhas. Me deixem em paz com a vodka e vinho, com ou sem jantar. Não preciso de rumo, tomo ele como ninguém quando mais preciso, assim como tequila. Na minha bagunça me acho, obrigado!

A liberdade é tão bonita que saí por aquela porta pensando em mim e não na opinião de ninguém. Eu tenho planos e a felicidade ao meu lado.

Para aqueles que ficam na torcida do “Vai Fracassar”, meus sinceros pesâmes. Fracasso para mim anda junto com o sucesso e se eu cair, levanto. Já levantei tantas vezes, e de cabeça bem erguida. Aos que me acham louca, meu obrigado. As pessoas mais loucas que conheci foram as mais felizes que convivi.

E por fim, verdades alheias não me interessam. A vida é minha e eu faço o quê quiser. As escolhas também.

Não precisa me dar a mão, eu aprendi a voar.

Assinatura Ju - 2013

Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

2 comentários em “Vamos fugir?

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