Vem tu, devagar

Você não tem que ter medo de se aproximar, nem de tentar. O vento não tem medo de chegar até as nuvens ou de passar pelas montanhas. Cada tal em seu qual.

Vem tu, devagar.

Te peço calma, alma e mar. Não como as anteriores, nem como as próximas, já entendi que nada é infinito e que o Soneto de Vinicius é mantra.

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O meu amor tem tempo. Corrido, calada, fechado. Pedra bruta a ser lapidada, que pede calma. Apenas calma. É alma única, bonita e sorridente para poucos, para outros tantos, silêncio e mistério. Poucos chegaram por aqui, justamente por não entenderem meu tempo.

Tempo esse feito e escolhido a dedo por mim. Não tenho fobia de gente, o meu problema é a fobia da falta de amor. Amor demora tempo, vem como vento e faz a dança do par. Sou metade amor e a outra propriedade, minha. Egoísta com certeza, mas amo com clareza. Fiz as pazes com o tempo, terapia com o amor e abracei escolhas. Sem pressa, sem amarras, sem bloqueios, medos e afins.

Venha tu, devagar.

Te escolhi assim, te quero para mim, deitado aqui de lado, de rosto colado, abraço apertado e coração laçado. Laço bem bonito. Tempo feito. Vida vivida.

Entre tantas coisas bonitas, o seu tempo para mim, o meu para você. Vamos nos, juntos, devagar. Tempo, no nosso plural bonito.

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Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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